
A arte logo ali
novembro 24, 2009
Alguém aí nunca gravou nada, tirou nenhuma foto, fez nenhum tipo de arte com uma câmera digital, ou mesmo um celular? (Os demais podem se retirar, por favor)
E vocês que ficaram: considerem-se excluídos digitais.
Porque hoje não basta ter um computador e acesso à internet para estar, de fato, conectado com o mundo. Ser um excluído digital significa estar à margem do fenômeno da sociedade da informação e da expansão das redes digitais – significa assistir, e somente assistir, às rápidas transformações que o constante surgimento de novas mídias imprime na vida cotidiana.

O iPhone 3GS é um aparelho de chip que é também um iPod, uma câmera de foto e vídeo, um gravador de voz, uma bússola e um dispositivo para acesso à Internet móvel com e-mail e mapas GPS. Isso ainda pode ser chamado de celular?
Pra que serve um celular? Para fazer ligações. Errado! Não é mais regra ver o aparelho encostado no ouvido de um jovem, enquanto este conversa alto e entusiasmado. Muito mais fácil ver os dedos das pessoas correrem ágeis pelo teclado (ou mesmo pela tela, touchscreen, agora que as coisas caminham para se resolver com um toque), acessando todo tipo de recurso, tirando fotos, gravando vídeos, postando-os logo em seguida com a esperança de se tornar o próximo viral da internet!
A arte se torna cada vez mais móvel. Ou pelo menos se torna cada vez mais móvel tudo o que é capaz de produzir arte!
E um bom lugar para ver resultados desse processo é o arte.mov, Festival Internacional de Arte em Midias Móveis, que é o mais abrangente evento dedicado à cultura da mobilidade no Brasil:
“As atividades do festival se convergem no sentido de explorar as possibilidades de criação e difusão audiovisuais através de mídias móveis tendo os telefones celulares em foco principal, mas não apenas. Observando o funcionamento em rede desses sistemas, nos voltamos também para as possibilidades de uso dos dispositivos móveis para projetos de arte que lidam com o espaço público e envolvem a trama social das cidades.”
http://www.vivoblog.com.br/midias-locativas-vivo-artemov.html
Desde sempre a arte esteve em todo lugar. Mas uma das características do atual momento é a possibilidade de captá-la. E o vídeo acima, Pirulito, de Erick Ricco (que inclusive lhe rendeu o Prêmio do Júri Popular – Arte.mov 2006 e o prêmeio de Melhor Vídeo Experimental – Mostra Mosca 2007), é um ótimo exemplo da arte que está aqui e agora – só à espera de captar nossa atenção.
Como diz o próprio criador do vídeo, trata-se de uma “Saída da amplitude da cidade para se deter em uma micro-ação.”
Roberta Araújo
Gostou do assunto?
http://www.youtube.com/watch?v=Xn5I2omTfcQ
Assista a entrevistas sobre produção de mídias móveis na Rede Minas
http://www.youtube.com/watch?v=zm73Be-lSZ0&feature=PlayList&p=31E44B2421D2F626&index=10
Assista à versão extendida do documentário sobre o Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis – o arte.mov.
Leia sobre o lançamento da primeira câmera phone do mundo: “A Sansung inverte a ordem das coisas: telefone é apenas um acessório da câmera…”.
http://www.vivoblog.com.br/como-fazer-filmes-pelo-celular.html
Aprenda, passo a passo, a fazer um filme pelo celular – com direito a um vídeo simples e pró-sustentabilidade como exemplo.
Saiba mais sobre o arte.mov na própria página do Facebook do Festival.